sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

UMA CANÇÃO POÉTICA A SÃO FRANCISCO DE ASSIS, NA VOZ DE NEY MATOGROSSO

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Meu amigo poeta Celso de Alencar, que está em Nova York, enviou-me de lá este vídeo, por saber que sou admirador da vida e da obra de São Francisco de Assis. Um momento de alento. De poesia também. Veja e sinta. Sempre será preciso sentir. E guardar.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

MAIS DE 5 ANOS DE TRABALHO E AINDA OUTRO PELA FRENTE PARA ESCREVER UM LIVRO DE 1000 NOVOS POEMAS

Foram mais de 5 anos de trabalho para escrever um novo livro que terá 1000 novos poemas. E tenho agora certamente mais 1 anos pela frente para reler os poemas e alterar o que for necessário Foi uma experiência incrível, porque os 1000 poemas eram um projeto à parte, que não interferia no que eu precisasse escrever. Tanto que, enquanto seguia com os 1000 poemas, escrevi, paralelamente os livros "Mulheres de São Petersburgo", que vai sair neste primeiro semestre, "47 poemas femininos", publicado no ano passado em Portugal e na Espanha, e ainda o ensaio bastante longo que tem o nome de "9 mulheres". E por incrível que pareça, acredito que os 1000 poemas já tenham uma editora bastante interessada. Só preciso agora encontrar um título. E pensando nisso, nesta manhã, surgiu-me um pequeno poema que começou assim e não conclui:

A poesia
nada mais é
que um atalho
para atravessar
a vida
que se distância
de nossos pés.

Não conclui o poema. Nem imagino onde chegaria, Mas valeu pensá-lo assim, de maneira tão simples, como se alguém estivesse me dizendo exatamente isso. Por isso registro aqui este espaço onde às vezes me esqueço. Quando me esqueço de tudo e saio à deriva de mim, como um barco que vai afundar.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

VALSA NÚMERO 2 DE DMITRI SHOSTAKOVICH - TEATRO BOLSHOI - MOSCOU



No final de 2019, minha prima Maria Santiago, de Portugal, enviou-me este vídeo com um trecho desse balé, a Valsa número 2 de Shostakovich. É de tal beleza que decidi colocar no meu blog para dividir com outras pessoas. Minha prima Maria Santiago (Mariazinha) é professora na Universidade de Aveiro, que fica entre Coimbra e a cidade do Porto. Este balé é de uma beleza que emociona. Vejam.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

DIEGO MENDES SOUSA, UM POETA A SERVIÇO DA POESIA, SEMPRE.

          Diego Mendes Souza vive no Piauí. É um batalhador. Trabalha sempre em favor da literatura, tão aviltada, hoje, por alguns facínoras que se dizem "poetas" com a proteção dos suplementos culturais da imprensa brasileira que, com a mediocridade, muitas vezes chega na linha da sordidez.

         Afinal, essa é a cara do país em que vivemos. Essa mediocridade que fere fundo aqueles que ainda trabalham honestamente em todas as áreas da vida nacional. Mas estamos falando de literatura. E é na Literatura que algumas figuras lamentáveis surgem sempre de maneira melancólica, de alguma maneira o reflexo da vida nacional.

         Além de um grande batalhador em favor da Literatura e, de maneira especial, da Poesia, Diego Mendes Souza é poeta, enfrentando as mazelas que marcam este tempo ruim. Em um de seus livros, "Tinteiros da Casa e do Coração Desertos", Diego Mendes Souza diz que a poesia "é um misterioso passar pela plenitude das vivências humanas e das planificações sobrenaturais":

          -"Vejo-me caminhando no escuro, porque a criação poética é inesperada. Ora é generosa, ora teima em ser ingrata. A epifania da poesia instiga a espera. Todo poeta se abisma em um círculo. Seus temas escapam. Sua visão de mundo cresce. Suas experiências se contradizem ou se desdizem. No entanto, a essência mantêm-se ali, no centro dos seus motivos e de seus sentimentos".

          Uma confissão de palavras sinceras, que só os poetas são capazes de fazer, já que a poesia é descaminho, também, quando tudo se perde num tempo de negação. Cabe ao poeta juntar os pedaços do que sempre sobra de tudo que se perde.

        -"A poesia é um ato de coragem e de justiça consigo mesma. É a porta de saída para as misérias e tristezas do ser. Ela também festeja as alegrias, mas essas vêm disfarçadas de amplidão no tempo. É a abertura da claridade, quando afastada a pertinência da solidão".

         No poema "Defensor de Profecias" desse livro, o poeta escreve:

"Nós, defensores das profecias.
Nós, defensores das ilusões eviternas.
Nós, prescadores das luzes enfurecidas.
Nós, sucessores de nós mesmos.
Nós, hitoriadores de uma falha memória".

          Trata-se de um registro na vida atual de todas as coisas, das quais um poeta, especialmente um poeta, não pode escapar nunca. Diego Mendes Souza segue esse princípio, de colocar a poesia na vida do homem, em defesa do homem, para o homem. Não pode ser diferente.

         Em outro livro do autor, "O Viajor de Altaíba", Diego Mendes Souza, nascido em Parnaíba, costa norte do Piauí, faz uma longa viagem por lugares de sua vida, oferecendo seus poemas a muitos poetas brasileiros que trabalham honestamente esse ofício de escrever. O livro tem o prefácio do poeta Carlos Nejar, da Academia Brasileira de Letras, que escreve acertadamente:

         -"Diego Mendes Sousa é forasteiro de si mesmo, por ser sua fronteira ou divisa, a alma. E tenta repetir no ritmo "o lado do raio". O raio é a velocidade com que a luz se move entre as palavrfas. É uma velocidade que assusta. Por ser a verdade assustadora". Nejar oberva que as metáforas usadas pelo poeta são tocantes. E por que são tocantes? São tocantes porque são feitas de poesia e a poesia só se faz com o encantamento, a beleza e a dor. Os poemas são bem elaborados em suas palavras e forma. Antes de tudo, um poeta que respeita a poesia e o poema. Mostra que faz poesia não por uma aventura, o que já se tornou lugar comum neste país sem rumo.
   
          Trecho de um poema deste livro:

*
Socorro! Socorro!

que meus olhos
flutuam
na existência
de um abismo
penitente
e transitório/.../.
*

        Outro livro de Diego  Mendes Sousa, "Gravidade das Xananas". Um belo livro de poesia. Poemas bem estruturados em que o poeta foi fundo buscar as palavras necessárias para escrever o poema. O que se nota sempre, além da poesia, é que Diego é um trabalhador, aquele que batalha sempre em favor do que acredita.

*
Não podemos mitigar
nossas almas
às favas do eterno.

Devemos entardecer
no uno, no elo
entre as divindades
e as trevas escondidas
no tempo.
*
         Esse trecho de um dos poemas deste livro mostra o cuidado e o zelo com a palavra, obrigação de todo poeta que se deseja honesto consigo mesmo e com seus pares. E assim ele caminha. Não se perde nas facilidades vigentes na poesia de um país sem poesia. O país não tem poesia, é verdade, e cabe ao poeta cavoucar o chão em sua busca. A poesia sempre existirá. Diego observa:

-"O Poeta anuncia o presente e alarda o futuro, ao mesmo tempo em que preserva o passado. E nessa imersão de tempos, acaba por ser a memória sentimental da sua gente sanguínea, dos seus conterrâneos e dos seus contemporâneos. A poesia é sempre a boa nova. Ela é a ressurreição da beleza em último estágio".

Não haveria explicação melhor, até porque vem do próprio poeta. A poesia merece esse respeito. E sempre merecerá. Os poetas existem para isso. Os poetas verdadeiros, não aqueles que atuam como aventureiros da palavra e da poesia. Diego Mendes Sousa é um exemplo pelo seu trabalho, sua batalha e pela poesia que produz. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

EM BUSCA DOS LADRÕES DO DINHEIRO PÚBLICO

Acordo com uma bela notícia: A Lava-Jato está nas ruas em nova operação, com 47 mandados de busca e apreensão em busca dos grandes ladrões e corruptos do país, o pobre país dos trópicos liquidado por gente ordinária que sempre se apresenta como salvadores da pátria. Os que foram presos, o Supremo Tribunal Federal soltou, os grandes ladrões corruptos do dinheiro público. Na mesma leva, ganham a liberdade todos os dias assassinos perigosos, estupradores, bandidos assaltantes, traficantes de drogas. O STF, a Suprema Corte da Justiça brasileira soltou todos. Se não houver prisão em Segunda Instância, como sempre foi, os ladroes e assassinos ricos passarão a vida entrando com recursos, até a pena prescrever. É assim que funciona no Brasil. Para beneficiar um corrupto, passa-se por cima de tudo. Aquelas celebridades do STF vão pagar caro por isso. O dia vai chegar. A operação de hoje envolve gente poderosa. Eles querem acabar com a Lava-Jato, mas a Lava-Jato já é uma instituição brasileira. Nunca ninguém imaginou que a lei pusesse as mãos em criminosos ricos e famosos como fez. A Lava-Jato está nas ruas. Que seja sempre assim.

sábado, 7 de dezembro de 2019

É O QUE EU PENSO, SIM: A LITERATURA BRASILEIRA ESTÁ CHEIA DE GENTE QUE NÃO VALE NADA, ABSOLUTAMENTE NADA

Um amigo comentou comigo que no texto anterior de meu blog, no qual escrevo sobre a justa homenagem prestada ao poeta Rubens Jardim, eu usei expressões radicais para situar a cena cultural brasileira, especialmente no que diz respeito à literatura e mais particularmente ainda à poesia. Abri o texto dizendo que há muita gente que não vale nada na literatura brasileira. E escrevi isso para exatamente situar a figura generosa de Rubens Jardim, um batalhador sincero e honesto na área da literatura, da poesia. Evidentemente, faço essa afirmação mas não generalizo, até porque não sou louco, sei observa as coisas. Ainda existe gente séria na literatura. Ainda. Mas repito: existe sim muita gente sem caráter nenhum na literatura brasileira, gente que pensa somente em si mesma, que prejudica o outro se preciso for para se promover em alguma coisa. Gente de uma estupidez que dá medo. E o que há de novo nisso? Nada, sempre foi assim. São poucos os escritores e poetas sérios neste país vagabundo, sombrio, apagado no mapa, medíocre por natureza. Não há nada de novo numa afirmação assim. Nada. Aliás, tudo é muito velho. São poucos os poetas - para ficar somente na poesia - que respeitam a própria poesia, trabalhando arduamente para produzir um trabalho honesto. São poucos. Contam-se nos dedos. A maioria, especialmente esses que frequentam os suplementos culturais dos jornais, vivem de fazer marketing em tudo. Chega a dar nojo. E dá muito nojo mesmo. Uns carinhas aí amparados pelos suplementos culturais de uma mediocridade que é um horror. Então é isso mesmo que eu disse. E escrevi isso exatamente para ser o contraponto da generosidade e do trabalho honesto do meu amigo Rubens Jardim. Seja como for, os poetas verdadeiros estão trabalhando, escrevendo, respeitando a poesia, respeitando o outro, sendo honesto. Mas num país como o Brasil, isso está cada vez mais difícil.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

A POESIA HOMENAGEIA RUBENS JARDIM

A poesia brasileira, sem generalizar, está repleta de gente que não presta, que não vale nada. Gente inútil. Alguns chegam ao estágio da sordidez. São aventureiros. Hoje, fazer uma crítica literária a um livro, por exemplo, pode significar uma ofensa ao autor e até à sua família. Gente que não tem o que fazer da vida. Mesquinha. É horrível líder com gente medíocre. Felizmente, nem todos são assim. Exemplo disso foi a bela homenagem de poetas e amigos prestada a Rubens Jardim, um batalhador em favor da poesia sempre. Os poetas e amigos se reuniram no Café Patuscada, onde lançou-se o livro "Rubens Jardim" (Editora Patuá), uma coletânea de poemas de amigos de Rubens Jardim. Muita emoção de gente que sabe que poesia não é brincadeira, nem estupidez. Poesia é coisa séria para gente séria. O editor da Patuá, Eduardo Lacerda, deu o seu recado: "Rubens Jardim é um excelente poeta. Mas sabemos que vivemos um tempo de excelentes poetas e de humanos, homens e mulheres, medíocres. Rubens Jardim é um excelente poeta. Rubens Jardim é um ser humano imenso, iluminado". No prefácio, César Augusto de Carvalho escreveu: "Uma das formas de não sermos tragados é darmos as mãos, iluminarmos o mundo com nossa arte, a arte da escrita, a arte da palavra". E está correto. Mais do que correto. É bom ver gente lutando pela poesia, de maneira honesta. Antes de tudo, é preciso ser sério com a própria poesia. Respeitar a poesia, porque a poesia pede respeito e o poeta verdadeiro atende. Colocarei a seguir um verso ou uma frase de todos os poetas e amigos de Rubens Jardim que participam desta antologia a ele dedicada justamente, por seu trabalho incansável em favor da poesia:

***

ABEL COELHO - O Rubens barroco e seu Jardim do mor
ADEMIR ASSUNÇÃO - No início a dor era grande/percebia algo precioso/se perdendo/junto com a água/tragada pelo ralo escuro
ADRIANA CALÓ - Ao poegta Rubens/ Que tanto traz harmonia/ Mesmo que a história/ Revele nossa agonia
ALEXANDRE PAULINO - Ruidosamente o poeta clama no deserto urbano
ÁLVARO ALVES DE FARIA - A poesia, amigo, é o sangue da palavra/ que segue esse sangue segue e cega/ o que sigo em minha saga/ que me suga e sangra sangra sangra/ o próprio sangue da poesia que queima
A. COUTI - Do início ao fim/ rega o Rubens/ mil flores
ANDRI CARVÃO - Rubão, a generosidade em pessoa
ARNALDO AFONSO - Há nuvens nos olhos de Rubens
ARTUR GOMES FULINAÍMA - Nem sei em que planeta estamos hoje nesta infernal atmosfera
BETTY VIDIGAL - Sei que aquela sua barba ruiva de garoto/ hoje grisalha/ ainda é sempre revolucionária
BETH BRAIT ALVIM - E quando a vida assusta baste te abraçar de novo e ir para o front e medir palmo a palmo o mundo tecendo bandeiras
CARLOS GALDINO - Não é só o cansaço/ é o aço frio da rotina/ rasgando a retina/ cansando a alma
CARLOS ILDEFONSO - Ele é a árvore que vive em qualquer mato porque é rija
CAROLINA MONTONE - Nascido jardim, também é feito de flor
CELSO DE ALENCAR - Já estão surgindo/ as flores da limeira/ Há um perfume/ desabrochando no ar/.../ O sol está no alto
CLAIRE FELIZ REGINA - Amigo é como o jardineiro que trata a rosa com carinho mesmo com a mão ferida pelos espinhos
CLÁUDIO LAUREATTI - Se os desejos e as fortes pressões ganhassem a direção impossível de um coração  tranquilo
CLOVIS RIBEIRO - Deixo bater o coração do mundo? na incerteza da hora imóvel
DALILA TELES VERAS - A poesia é anunciadora de transformações/ aperfeiçoa a existência/ aprofunda a consciência
DANIEL PERRONI RATTO - Aparece o amor perfeito/ sonhar sem medo/ utopia do tempero/ matraca ataca
DANIEL TOMAZ WACHOWICZ - Os sentidos se projetam/ em palavras táteis/ que escorrem entre ruas
DAVI KINSKI - Jardim/ Lisiantos, lírios, cravos, coqueiros/Sua poética no talho/ O ano inteiro
DEOLINDA NUNES - Não ao acaso do nome/ há um coletivo de plantas
ÉLCIO FONSECA - Tem um trovão no peito do poeta/palavras puras assomam à pleura/ e espalham estrelas entre as costelas
FABIANO FERNANDES GARCEZ - A poesia quando queima/ ecoa potência/ de uma prece/ de uma luta/ de uma vida
FERNANDA ALMEIDA PRADO - Rubens Jardim, poeta e cavaleiro andante
MANOEL HERZOG - Que me compelem, amigo,/ a ter amigo, ser, gosto/ de ti porque és meu amigo
GRAZIELA BRUM - Diga-me tuas loucuras insanas/ de joelhos/ diante do suculento fruto/triângulo do amor
HAMILTON FARIA - A poesia criou laços/ entre os sobreviventes
HÉLIO NERI - Carregava em teu nome/ um certo quê de poema/ de poético
JANE ARRUDA DE SIQUEIRA - Nos dias de hoje é bom que se proteja/ e hoje a única proteção somos nós
JOSÉ EDUARDO MENDONÇA - O poeta abraça a palavra e dela nasce o poema/.../ o poeta espalha sílabas onde antes havia o nada
JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO - Os seus olhos tem azuis/ luz de poesia acesa/ a iluminar as veredas
JR. BELLÉ - Eu chamo de poeta
JÚLIO MENDONÇA - Vielas contra avenidas - grafismo
KÁTIA MARCHESE - Tua maquinação:/ mulheres e palavras/ desmoronamentos/ flutuações/ a perder o fôlego
KATIA CASTAÑEDA - Cálido Acolhedor Sensível a retina em cada emoção
LÀZARO PAPANDREA - Carregar a inquietude/ nas mãos.nos olhos/ nas vísceras
LEANDRO RODRIGUES - O homem de barba branca traz placas de poemas atadas ao corpo
LEILA MICCOLIS - Rubens Jardim: flores-poemas/ raízes criando - ideias brotando, desabrochando/ em mim
LENITA ESTRELA DE SÁ - Mãos dadas, pão dividido/ mundo redivivo em sonho e poesia
LEONARDO MATHIAS - Saibamos da liberdade que é perguntar,/ querer saber - olhar pro céu:/ errar.
LUIS AUGUSTO CASSAS - /.../ o impulso espiritual/ do mistério/ que veste-despe/ o rosto torturado/ ou renascido/ louco do tarô/ insólito tzadik?
LUIS AVELIMA - Aqui ficarei/ até que os amigos cheguem/ que meu peito é um porto/ uma porta
LUIZA SILVA OLIVEIRA - Sorri com os olhos de criança/  um touro bravio nas arenas das emoções
MARCELO BRETTAS - O poeta é  raiz/ e a palavra mais forte
MÁRCIA DE CONTI - Dizer-te assim cantando eu quisera
MARÍLIA KUBOTA - O homem grande acorda com coração de criança
MARLENE ARAUJO - Guerreira incessante contra o embrutecimento
MIRIAN DE CARVALHO - Às vezes, por desbravar certezas incertas/ minha poesia entalha barcas noturnas
PAULA VALÉRIA ANDRADE - A carne fraca emperra e empurra/ o que a vida não cura
PAULO CÉSAR DE CARVALHO - Só se flores do jardim de cores e odores dentro de mim
PAULO LIMA - A bondade olha nos olhos não de lado, a bondade não tem lado
RAFAEL F. CARVALHO - Ler a vida a partir de Rubensw é provar das coisas e descobri-las diferentes do que são
RAQUEL NAVEIRA - O poeta é um centauro
REMISSON ANICETO - O poeta liberta a palavra para que ela ande entre o povo
RENATO DE MATTOS MOTTA - Tua presença poeta inquieta, move mundos, incomoda, lembra tudo
RITA ALVES - É da estirpe das crianças o homem que dança sobre as palavras
ROBERTO BICELLI - (Poema com muitas citações de poetas)
ROGER WILLIAN -  De mãos dadas flutuamos no infinito
ROGÉRIO BRITO CORREIA - Mas sendo poeta, já me sinto feliz demais
ROSANA PICCOLO - Devo-te a mesa/ e a cerveja atenta/ águas-marinhas do olhar
ROZA MONCAYO - Coração que além do peito bate na garganta salta azul dos olhos
ROBERVAM DU NASCIMENTO - Não se paga para ser feliz
SÉRGIO DE CASTRO PINTO - Que as cartas da vida e da arte não pertencem a um mesmo baralho
SÉRGIO ROCHA - E que as palavras o tragam pela mão
SHIRLENE HOLANDA - O pescador contempla o mar e vê o mínimo no infinito da poesia
SILVIA MARIA RIBEIRO - Entre voos altaneiros e rasantes o significar da passagem - ele passarinho
TERESA VIGNOLI - Poeta que abarca sonhos e palavras navegas bis ruis di estar junto
VITOR MIRANDA - poeta puma poesia escapa num raio a plenos pulmões
VLADO LIMA - As músicas que assobio não tocam no rádio

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Estão reunidos nessa antologia poetas e amigos de Rubens Jardim, provando que nem tudo é mesquinharia. E isso prova, também, que nem tudo está perdido.